Por vezes paro no tempo, por vezes observo o horizonte, por vezes fixo o meu olhar no chão que piso, por vezes sinto-me sem forças, por vezes choro agarrada a minha almofada cor-de-rosa, por vezes fujo do mundo onde nunca vou pertencer, fujo para aqui, para este mundo magico, para este mundo que me faz sentir bem, oh mas é por breves segundos, horas, dias, meses, anos, mas nunca para sempre, nao da para ser, por mais que nao me sinta bem no mundo real, não posso ficar neste para sempre, por mais que me magoe saber isso, é das mais puras verdades. Tenho que aprender a viver, a caminhar neste mundo em que todos pisam os outros, em que existe falsidade so no ar que respiramos, onde as pessoas são o mais cruel possivel com as pessoas de quem nao gostam. Oh e isso é horrivel, é horrivel viver num mundo assim, onde mais de maioria das pessoas nao sabe viver, nao sabem aproveitar a vida com as pessoas que mais gostam.
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quarta-feira, 7 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Caderno das flores rosas (2)
Chega de chorar. Chega de prender os meus olhos ao chão. Chega de afastar a felicidade do meu caminho. Chega de desistir, ao primeiro, ao segundo, ao terceiro obstaculo. Chega de bater com a cabeça lá no fundo. Chega de me odiar a mim propria. Chega, chega. Nao aguento mais este sufoco que eu propria criei, que eu propria construí com a revolta que ia sentro de mim. Nao consigo. Nao consigo nem quero aguentar. Viver assim doi, doi tanto, magoa tanto o meu ser, que o deixa cada vez mais fraco, que o deixa sem forças para continuar esta batalha, esta batalha que muitos deixaram, mas eu nao, sempre continuei, sempre batalhei com quem tinha do meu lado, por mais que me magoasse que as pessoas que eu mais gostava me abandonassem, nao podia ir a baixo, nao podia mesmo, havia mais pessoas que contavam comigo, oh e nao as podia desiludir, porque elas, tambem nao o fizeram comigo, e se eu fizesse isso, oh que crueldade tremenda eu cometiria. E eu nao sou assim, nao sou cruel como muitas pessoas que vagueiam no mundo real, no mundo onde vivemos, onde estamos presos ao destino. Eu sou mais, eu sou mais que isso, e vou mostrar, vou mostrar a todos.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Caderno das flores rosas (1)
Eu gostava de viver mais neste mundo, do que no nosso cruel mundo. Na realidade, gostava mesmo que este mundo existisse. Mas nao. Nao existe. é um mundo ficticio, um mundo que eu criei, um mundo para o qual fujo sempre que algo está mal, um mundo onde me sinto verdadeiramente segura, um mundo cheio de magia, magia e encanto. Mas oh agora pergunto, onde esta essa magia ? esse encanto ? sim, onde estao ? onde esta tudo o que eu construí ? onde ? oh magoa-me. magoa-me tanto, quando tento passar aquele enorme roupeiro velho, e somente aos meus olhos chega uma luz negra. Como me sinto incapaz, incapaz de lutar contra essa luz, contra essa luz que invadiu o meu mundo, mas nao tenho forças. Nao consigo, Nao consigo ser de novo a susan. Alias a susan nunca existiu, a susan era uma personagem, uma personagem que eu criei para me esconder a mim própria, para esconder este meu fraco ser, somente isso. A susan era mais uma ilusão que eu criei, algo que nunca terá vida, algo que nunca sera real, real, real como eu, como tu, como todos nos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Estava sentava em cima da janela a olhar, a olhar cada vez mais atentamente para o horizonte, para o horizonte que se permanecia bem longe, tao longe de mim, que eu conseguia manter aquele horizonte entre as minhas mãos como se fosse um mero objecto, nada mais que isso. Oh como eu me perco, como eu me esqueço de tudo, de tudo a minha volta nestes momentos, parece, que naquele momento só existo eu, eu e aquele lugar magico que me conforta tantas vezes quando a minha alma, o meu ser foge do mundo real, aquele mundo que por vezes fica tao negro que não consigo aguentar ficar nem mais um minuto, não consigo, tenho que fugir, fugir para não sofrer mais. E oh como custa fugir deixando para tras as pessoas que mais gostamos, as pessoas que estiveram sempre do nosso lado, oh se custa, mas por vezes para mim, por vezes é o melhor, ausentar-me durante segundos, minutos, horas, dias, semanas, é o melhor estar sozinha, sozinha e somente sozinha, por mais que custe.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Naquele momento passava uma enorme escoridão sobre mim, sobre a minha vida neste mundo mágico que me acalmava de tudo o que me fazia sofrer, uma escoridão que estava a dar cabo de mim, a consumir-me de uma tal maneira que eu nao conseguia controlar, nao me conseguia resgatar dela, tinha uma força, oh uma força como ja mais tinha visto. Na minha cabeça so via uma solução, uma unica solução, mas por mais que me doesse era o que eu tinha que fazer, eu sentia, sim, tinha que ser, por mais que me doesse, me magoasse virar as costas aquele mundo, ao meu mundo, ao mundo onde eu tinha sido verdadeiramente feliz, eu tinha que o fazer para bem de todos, e principalmente para mim. Custou-me muito, oh mais do que muito, fugir do sitio que mais me protegeu nos ultimos meses, sem olhar para tras, continuar andar ate ao meu enorme roupeiro da sala das arrumações, atravessa-lo com os olhos a derramar lagrimas e lagrimas, fecha-lo e tapa-lo com aquela manta um pouco velha branca. Os dias seguintes foram um martirio, um tormento, passar por aquela porta e nao entrar, nao me satisfazer do que mais me fazia feliz, foram passando dias, e dias, ate que eu ganhei forças, forças que eu nunca pensei ter, mas tive, ganhei-as com as minhas lutas diárias, e aqui estou eu, no meu querido mundo mágico, mas desta vez, sim, é mesmo para ficar para sempre.
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